Sempre como dois adolescentes

Desde que te vi pela primeira vez achei que era para sempre, mas agora de repente observo que nada é para sempre. Quando eu te vi pela primeira vez, não pensei imediatamente “vou amar este rapaz para todo o sempre”, mas agora que tudo passa e existe cada vez mais gente será que gosto de ti sempre?

Foi o fato de te ouvir, o fato de seres diferente que meia doente fiz-me ao presente. Não perdi tempo contigo e foi ardente .  Os teus movimentos, os teus lábios pareciam uma dança que eu já tinha aprendido antes e me tinha esquecido consequentemente.

Ao fim de alguns dias ou umas horas, tudo em ti me era familiar e era como se já te conhecesse desde sempre. E a apatia deu lugar ao entusiasmo. Lembro -me de ter olhado para as tuas mãos e ter achado que eras um homem mais quente. Aquele que me levava para lugares que só se via com sol poente.

Queria que esses dias não acabassem nunca . Que o sol decidisse tirar férias e as palavras nunca se esgotassem com o cansaço e o sono. Que nada nem ninguém estragasse o meu tesouro. Mas nada é como digo ou ouro, nada é como aquele dia que podias mudar a minha vida e declarar que  apesar de ter tentado não pensar que te podia amar para toda uma vida merecida, e por mais que eu tenha movido montanhas, silenciado tambores e desviado marés… a verdade é que não consigo evitar apaixonar-me por ti para sempre como sempre fomos dois adolescentes.

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2 pensamentos sobre “Sempre como dois adolescentes

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