Talvez eu precise de acreditar!

Talvez eu precise de acreditar! Não sei sentir algo ou alguém em silêncio, muito menos sei estar calada por algo que me desagrada. Eu tenho sentimentos e tento transmiti-los na escrita ou mesmo na música. A vida trouxe-me tanta alegria, confiança, mas, também trouxe-me a tristeza. Talvez tenha perdido o ser que sou em certas situações, ou talvez, tenha encontrado realmente quem eu sou, talvez.

A vida é feita toda ela de “talvez” talvez poderei fazer mais um dia, talvez não lutei o suficiente, talvez fiz o que estava certo ou errado, talvez…Alcancei a confiança de quem gosto, resolvi problemas sem ninguém, tentei sempre manter a firmeza e a amizade de quem eu gosto e a coragem de não fechar os braços para quem sempre soube abri-los.

Hoje, guardo melhor um sorriso, acredito que a tristeza será mais pequena e Deus talvez falará mais ao meu ouvido, sempre na esperança de poder acreditar e lutar. Lutar para algemar a dor, lutar para me controlar a cor, e lutar até ganhar fervor e até poder alinhar os sentimentos com amor, acreditar, acreditar que tudo ficará bem, que existe sempre um caminho a chegar, e que um novo mundo irei alcançar, e uma nova vida irei fazer até quando o inverno das minhas emoções voltar novamente a aparecer.

Não duvido nada do valor da vida, do prazer dela e de tudo que a faz crescer, mas duvido de tudo que ela me faz comprometer, de tudo que vem, volta e volta a desaparece, o do que me faz controlar. Tenho certas duvidas sobre a miséria, da intolerância, do egoísmo das pessoas e de tudo que não me deixa acreditar.

Se dou valor a vida? Talvez, talvez um dia eu acredite e entenda porque passamos por tudo isto, e talvez muito mais, a perceba, o quanto temos de passar por esta, para poder acreditar, acreditar, no que vale a pena lutar no que nos faz perder o controle com frequência e no que poderíamos ganhar, por medo de simplesmente não arriscar.

Mas, nada como o tempo para nos mostrar verdadeiramente, isso e perceber que precisamos dele para sonhar, descobrir os nossos sonhos, abrir novas portas, a gostar de mim, a sonhar com alguém,  a fortalecer o nosso jardim, cuidando sempre das nossas flores, e talvez, a acreditar que um dia tudo que preciso e mais quero irá por fim acontecer.

“Considero o mundo por aquilo que ele é, Graciano: / Um palco em que cada um deve recitar um papel, / e o meu é um papel triste”.
William Shakespeare

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